13/02/2018

Carnaval



O termo Entrudo serve para designar o período que antecede a Quaresma e provém da palavra latina introitu – início. Quanto a Carnaval, está relacionado com o abuso da carne (em todos os sentidos) na mesma época do ano.
A comemoração do Entrudo perde-se na poeira dos tempos. Antes ainda do nascimento de Cristo, estava relacionada com os cultos da fertilidade, no início da Primavera. Era o regresso da luz e da abundância que então se comemorava. Os egípcios dedicavam a festa a Isis e a Apis, os atenienses dedicavam as suas «festas de Bacanais» a Dionísio, os Romanos a Saturno, protector da agricultura e das sementeiras.
Em 340, o Papa Júlio I autorizou que, em Milão, os cristãos pudessem despedir-se em grande dos prazeres da carne antes da Quaresma. Daí os excessos que se começaram a cometer no Carnaval a partir daí em países de forte tradição católica. Foi a forma encontrada pela Igreja, segundo algumas versões, de se apropriar de todo o simbolismo popular.
«Segundo uma lenda popular recolhida no concelho de Torres Vedras, existia no tempo de Cristo um santo que gostava muito de carne, chamado de Santo Entrudo, fazendo grandes festas com muitos convidados, onde só se comia carne. Quem não estava contente com essa situação eram os pescadores, que não vendiam o seu peixe e foram queixar-se a Jesus Cristo, que então definiu os dias em que se podia comer carne, dançar e fazer festas, e marcou a época para os pescadores, a quaresma, durante a qual não se podia comer carne, nem dançar ou fazer festas.» (Jornal Área, 4 de Março de 1980, in Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)
A moda das máscaras e dos cortejos de rua iniciou-se durante o Renascimento, na Itália dos séculos XV e XVI. Incomparável, em relação a todos os outros, era o Carnaval de Veneza. Um Carnaval que é hoje sinónimo de charme e de classe, mas que na época significava libertinagem sem limites. No resto da Europa, a quadra também se comemorava, mas de forma mais pobre e mais espontânea. 
Em Portugal, uma das épocas de maior projecção do Carnaval ocorreu durante o reinado de D. João V, no qual o ouro proveniente do Brasil lhe conferia características palacianas e marcadas por um enorme luxo.
Desde o século XVI, pelo menos, que existem referências a certas brincadeiras que se faziam nesta época, como lançar fardos ou «jugando as farelhadas». A espontaneidade, desorganização e até violência marcavam esses dias, de tal forma que, nos inícios do século XVII, D. Filipe III viu-se obrigado a proibir as «laranjadas e brigas de Entrudo».
Em 1608, a Igreja Católica, sem qualquer resultado, introduziu o «jubileu das quarenta horas», uma tentativa de acabar com os festejos carnavalescos, desviando a população para missas e riquíssimas procissões. Foi com o advento do liberalismo que o Carnaval ganhou um novo estatuto, surgindo com uma forte carga de crítica social, simbolizada no «xexé», máscara que caricaturava os miguelistas.

«Os divertimentos eram diabólicos, como passamos a narrar: entrava-se em casa da vizinhança com as mãos cheias de cal e empoava-se o cabelo de toda a gente, estragando os fatos sem piedade. Besuntavam-se as escadas de sabão e os trambulhões eram certos. Quem quisesse apanhar uma moeda de prata do chão arriscava-se a grande vexame, porque a moeda estava presa a um cordel que se puxava no momento preciso. Das janelas faziam-se novas brutalidades. Despejavam baldes de água sobre quem passava e atiravam sobre os transeuntes tudo o que encontravam no caixote do lixo: folhas de couve, cascas de batata, ossos, espinhas, etc.» (Lourenço Rodrigues, Boémia de Outros Tempos, in « Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)
relação do Carnaval com as tradições rurais e populares é bem evidente. Em alguns locais, iniciava-se a 20 de Janeiro, no dia de S. Sebastião (Alentejo); noutros, dois dias depois, no dia de S. Vicente (Ericeira, Alenquer ou Vila Franca de Xira); noutros ainda, quatro semanas antes dos dias do Entrudo (Serpa). Costumes como o sacrifício do galo, o de «deitar pulhas» ou o «cavalinho» eram simultaneamente rituais de origem pagã.
Em finais do século XIX, as principais brincadeiras de Carnaval consistiam em pintar frases brejeiras nas paredes sobre a vida privada das pessoas; atirar para dentro das casas bocados de terra, cinza, pedras ou cascas de laranjas – os coqueiros; espetar seringas em quem passava; lançar uma pedra aquecida ao lume para, dentro de casa, alguém queimar as mãos; pôr «rabos de papel» presos com alfinete, nos transeuntes.
O uso de máscaras, por sua vez, remonta pelo menos à primeira metade do século XVII. Um alvará de 20 de Agosto de 1649 proíbe o seu uso nas igrejas. Ainda antes, o seu uso fora objecto de perseguição por parte da «Santa» Inquisição. E ainda antes disso, D. João II terá aparecido mascarado para comemorar o casamento do seu filho.

https://aventar.eu/2010/02/14/breve-historia-do-carnaval/

09/02/2018

Fantasia


A magia do Carnaval não está só na celebração em si, mas na capacidade de imaginação, de fantasia.
As personagens dos nossos contos, das nossas histórias, das nossas aventuras, servem de inspiração.

Bom Carnaval!

08/02/2018

Concurso Nacional de Leitura



Na primeira fase do Concurso Nacional de Leitura, os alunos do 2º ciclo, realizaram a prova escrita, sobre a obra "A Floresta" da autora Sophia de Mello Breyner Andresen.


06/02/2018

Dia da Internet mais segura 2018


Dia da Internet mais Segura

6 de fevereiro, assinala-se o Dia da Internet mais segura 2018, sendo todo o mês dedicado a esta temática.
As bibliotecas escolares têm um papel fundamental na abordagem dos temas da segurança digital entre alunos, professores, assistentes operacionais, encarregados de educação e pais. 
No portal da Rede de Bibliotecas Escolares encontram sugestões e recursos que podem consultar aqui.


25/01/2018

aLeR+


Virginia Woolf nasceu em Londres a 25 de janeiro de 1882, filha de Sir Leslie Stephen, escritor e historiador ilustre da Inglaterra vitoriana.

Desde cedo ligada a grupos de intelectuais, casou em 1912 com Leonard Woolf e com ele fundou a editora Hogarth Press, responsável pela revelação de autores como Katherine Mansfield e T. S. Eliot e pela publicação das suas próprias obras.

Reconhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo britânico, destacam-se entre os seus trabalhos os romances Mrs Dalloway (1925), Orlando (1928) e As Ondas (1931), assim como o ensaio Um Quarto que Seja Seu (1929).

 Após sucessivas crises depressivas e não suportando o isolamento provocado pelo agravar da Segunda Guerra Mundial, suicida-se a 28 de março de 1941, em Lewes.


23/01/2018

Curiosidades


Homens do lixo abriram biblioteca com livros deitados fora.

A Biblioteca pública abriu na capital turca. Inicialmente a ideia era partilharem apenas entre si.

Em Ancara, capital da Turquia, abriu uma biblioteca pública, uma que deu nova vida a livros abandonados.

Durante meses, homens que trabalhavam nos serviços de recolha do lixo da cidade começaram a recolher livros que tinham sido deitados fora.
A ideia inicial era ter livros para partilhar entre os trabalhadores e as respetivas famílias. Mas o projeto foi ganhando atenção. Vários colegas começaram a participar na ideia e, a dada altura, já havia quem entregasse diretamente livros aos funcionários da câmara. A coleção foi crescendo e crescendo e a ideia de criar uma biblioteca pública foi ganhando força.
A biblioteca abriu em setembro, conta a CNN, e conta atualmente com cerca de seis mil exemplares, dos mais variados géneros literários. 
Alper Tasdelen, autarca da localidade de Çankaya, conta que a autarquia gostou da ideia e que apoiou a criação de uma biblioteca. "Por um lado havia quem deixasse os livros na rua, por outro havia quem andasse à procura deles", explicou citado pela mesma cadeia televisiva.
A autarquia da capital acompanhou os planos e foi assim que uma antiga fábrica de tijolos passou a ser a casa destes livros, que tinham sido deitados fora.

À televisão estatal turca, Serhat Baytemur, um dos homens do lixo responsáveis pela iniciativa, explicou, de forma simples, o resultado deste projeto: "antes queria ter uma biblioteca em casa. Agora tenho uma biblioteca aqui”.


in "Notícias ao Minuto de 21/01/18"

15/12/2017

Natal





Há sempre uma estrela no Natal!
Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante.
Que nos ilumine, o Natal!

14/12/2017

Novidades




Na Biblioteca da Escola do Monte da Ola, já há prendas! Estas são algumas das novidades que se podem requisitar para as férias, não se esqueçam que podem ser emprestados 2 livros.
Boas férias e boas leituras...

13/12/2017

Leituras partilhadas





Desta vez, foram os alunos do 9º ano da turma C, que partilharam com os colegas, as obras que leram.